Tudo o Que Você Não Vê

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Às vezes, do nada, me pego pensando em você e nos motivos que me fazem gostar tanto assim de ti. Pode ser que pense que não tem nada de especial, que é só mais um cara comum cheio de defeitos como tantos outros por aí. É que a visão que eu tenho talvez seja tudo o que você não vê. Você tem um quê de perfeição, sabe? Mas não aquela perfeição das histórias que enchiam nossa mente quando criança. É uma mistura de imperfeições que te tornam assim tão especial. Tão você. E são esses defeitos – que eu tanto odeio – que me aproximam de você.

Odeio o seu jeito tão desprendido que me deixa sem controle de tudo e sem certeza de nada. Que me faz admitir que sinto sua falta e quebrar o meu silêncio. Odeio como você consegue ser tão independente. Eu, com a minha mania de agradar a todo mundo, e você aí sendo você mesmo, todo nem-aí-pra-nada-nem-ninguém. E odeio como isso te deixa inexplicavelmente atraente. Odeio o jeito como você consegue desorganizar meus pensamentos só com um olhar. Esses seus lindos olhos que me fazem sorrir tão facilmente. Odeio como você é capaz de estar presente em tudo ao meu redor. Uma música. Um trecho de um livro. Uma paisagem qualquer. Odeio como você me faz pensar em largar tudo e me aventurar num caminho sem rumo. Fazer uma road trip sem destino. Apenas eu, você, um velho trailer e um par de sonhos.

Ainda se pergunta porquê eu gosto tanto de você? Você me fez amar todos os defeitos que eu jurava jamais aceitar em alguém. Me fez quebrar todos os conceitos pré-concebidos na minha mente que me separavam da realidade. Que gente perfeita não existe mas são as imperfeições, essas sim, que tornam alguém único. Esse é o tudo que eu vejo e você não vê: um alguém com defeitos perfeito pra mim.

Vou Buscar o Meu Amor

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Ah, esses olhos…
Esses olhos que amanheceram inchados de tanto chorar até pegar no sono. Esses olhos que leem frases lindas e cheias de carinho são os mesmos olhos que escorreram rios de lágrimas por não poder ver de pertinho o dono dessas frases. São os mesmos olhos que dão um sorriso de tristeza. São os mesmos olhos que assistem o desespero da distância.

Distância ingrata! Por poucas vezes eu senti um sentimento tão verdadeiro e bonito, e entre isso tudo mora a distância, essa terrivel distancia que ri de tudo o que sinto. Estou a beira da loucura, não, estou a beira de cometer uma loucura. Aí, dona distância, quero ver só você ficar esparramada por esses quilometros, vou passar por cima de você! Vou atrás do meu amor e tenho certeza, você não será mais o meu problema.

Loucura? Talvez possa até ser, eu aceito ser chamada de louca, mas estou indo atrás do que eu sinto. Tenho medo, tenho desespero, tenho ansiedade, aaaah eu tenho tudo que o amor trás com ele! Mas eu aceito, por enquanto, só até eu conseguir ver aquele sorriso lindo, e depois disso continuarei sendo a louca, mas serei uma louca extremamente feliz.

Não quero nada disso mais. Nada de olhos inchados, nada de medo, nada, nada, nada… Eu quero só sentir o amor, e os abraços, e os beijos, e os carinhos e é por ele que vou cometer essa loucura. Já sinto a adrenalina correr pelas minhas veias! Nesses meus 20 anos já fiz muitas loucuras, mas não uma tão grande quanto essa, e apostem só, eu vou buscar o meu amor.

Hoje Lembrei de Você

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Hoje lembrei de você. E que saudade me deu! Saudade do seu bom dia que, despretensioso, anuncia o início do melhor dia da minha vida. De como seu abraço me faz sentir a pessoa mais protegida do mundo. Dos seus beijos que têm o poder de parar o tempo e eternizar cada momento. Quero te ver. Olhar em seus olhos mais uma vez e me perder. Quero te observar. Registrar cada gesto seu como se fosse único.

Lembrar de você é reviver cada momento, cada sorriso e cada silêncio que grita tudo o que não consigo dizer. É recordar as conversas, as mãos entrelaçadas e a sua cara quando tem ciúmes de alguns eventuais pedreiros-xavequeiros-de-ônibus. E eu acho graça. É tão fácil sorrir com você. É tão simples ser feliz ao seu lado.

Hoje lembrei de você. E não pense que se lembrei é porque em algum momento já esqueci. Longe de mim te esquecer. Saiba que amanhã, certamente, lembrarei de você também. Juro.

O que é amor?

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No dicionário, uma das definições de amor, diz: “Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração”.

E na vida? É só isso?

É diferente a teoria da prática. Sentir, é mais do que só ouvir definições.

Acredito que tal sentimento tem “sintomas” diferentes de pessoa pra pessoa. Pra mim, amor é querer cuidar mais do que cuida de si, se preocupar, chorar e sorrir junto, brigar quando necessário e, logo fazer as pazes. É querer abraçar a todo tempo. Querer estar perto a todo momento e não conseguir ir embora, quando isso acontece. É acordar se perguntando com o que ele sonhou e dormir esperando que ele pense em você ao deitar na cama.

É sentir as tais borboletas no estômago, sempre que o celular vibra e você vê que é ele. Conversar por horas e querer que elas não passem pra que possam conversar mais. É sentir ciúmes. Querer que ele fale contigo o dia todo. É deixar o orgulho de lado e chamá-lo pra conversar, quando algo tá errado. É pensar nele quando precisa de alguém pra desabafar. É sorrir com um simples “Oi”. Chorar de preocupação quando algo acontece a ele. Ver beleza, onde muitos só veem problemas. Enxergar os defeitos e, mesmo assim, continuar amando por que eles são pequenos demais, comparados ao amor.

Amar é perdoar o que os outros julgam imperdoável. Esquecer como é a vida sem ele porque, agora, tudo é melhor, mais feliz, tudo faz mais sentido. É sentir saudade. Ter medo de perder. Querer a felicidade dele, mesmo que custe a sua. É passar por cima de limitações. É, muitas vezes, deixar suas vontades de lado, pra satisfazer as dele. Brincar igual criança. Tirar sorrisos espontâneos. É dar valor às pequenas coisas. A primeira vez de mãos dadas? É quase um sonho. É querer registrar cada momento na memória, pra nunca esquecer. Ver no outro, um porto seguro, no qual você pode atracar e se proteger da tempestade.

Amar é fazer programas chatos que ele gosta, só pelo prazer de ficar mais tempo junto. Ter a sensação, de que nada faria sentido, se ele não estivesse ao seu lado. É querer tanto o bem estar da pessoa que, se fosse possível, tomaria para si, toda  dor e sofrimento que ele tá sentindo. É dar sua vida, se houvesse necessidade.

É clicar no botão “stop” quando a pessoa chega e, tudo à sua volta, parar… Só existe silêncio, em volta. É olhar nos olhos porque só ele te enxerga através deles. É criar planos pro futuro que, na sua cabeça, só existe se ele estiver presente. É perder o chão e esquecer que existe gravidade. É medo de ser trocado. Por mais bobo que seja, é  pensar em nomes pros seus filhos e pro cachorro. É se sentir à vontade de dizer o que sente, porque sabe que ele não vai te julgar. É confiar. Se importar com a opinião dele pra cada detalhe. É querer estar presente em cada momento da vida dele.

Amar é, acima de tudo, não saber o que sente. Amar é não sentir nada e tudo, ao mesmo tempo. É não conseguir descrever o amor e, mesmo assim, tentar.

Quando existe amor, o “para sempre” é pouco.

Citando o Autor – Elogio ao Amor

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Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque se dão bem e não se chateiam muito.

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá tudo bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casaizinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.

O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.

O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Quando o Inesperado Bate à Porta

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Prometi a mim mesma que daria um tempo ao coração. Ele, cansado de tantas lutas, suplicava por paz. Afinal, a vida só está começando, tantos sonhos e planos para realizar, tantos sorrisos para distribuir, tantas lágrimas para descortinar…

Quando tudo parecia estar em seu devido lugar, apareceu você. Logo agora que me encontrei, que depois de muitas tentativas mal sucedidas achei meu rumo na vida. Você apareceu assim, tão de repente. O inesperado tem dessas, vem de mansinho trazendo o caos à nossa ordem.

O que fazer agora? O coração, que outrora repousava tranquilamente, agora só falta sair do peito quando te vê. Sei que você está à porta, neste momento, me pedindo para entrar. Pronto para ocupar seu lugar, aquele reservado há tempos, mas que insisto em manter fechado a sete chaves. Tenho medo, pois, sei que no dia em que eu abrir, não terei mais tudo sob controle. Tenho medo de perder. Ou me perder, em você.

Sem Você

tumblr_lcb5toMsYL1qefr5uo1_500_largeJá me disse isso uma vez e vou repetir: meu coração não é papel e não tenho peitos de aço, quem me dera poder tê-los. Queria poder entender qual o motivo da minha tamanha fragilidade emocional que vive às sombras dentro de mim, e esse desespero louco que grita a uma só voz. Que me entristece e me enche os olhos de desnecessárias e estúpidas lágrimas, que descem em ardência, queimando a sensível pele do meu pálido rosto.

Eu queria que você não duvidasse dos meus sentimentos, pois a única coisa que fiz foi acreditar nos seus. Será que eu poderia ter tido tamanha audácia e ter confiado nas doces palavras que saiam quentes dos seus lábios? Acho que fui longe demais, e ainda fui sozinha. Achando que você me acompanhava de longe, me viu partir e não se moveu e nem me disse adeus.

A sua voz acompanhava os meus sonhos toda noite, era como canção de ninar que embala o sono de alguém que tem o coração cheio de insegurança. Assim estava o meu coração, e assim eu aliviava a minha dor. Quando fechava os olhos, seu rosto me vinha em pensamento e eu espontaneamente abria um sorriso que me acompanhava até entrar em repouso e isso já era mais do que suficiente para mim.

Agora ele entra de novo em estado de contantes turbulências emocionais e me castiga de pavorosas angustias e anseios de te ver partir. Difícil será o acostumar dos meus olhos ao se fecharem e de receio chorarem por não poder mais ver sua lembrança, dormir sem sua voz a me embalar e passar os dias longos e cinzas pensando como será as próximas noites sem você.